{"id":2370,"date":"2015-08-13T15:00:35","date_gmt":"2015-08-13T18:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/?p=2370"},"modified":"2015-08-24T14:46:37","modified_gmt":"2015-08-24T17:46:37","slug":"o-satelite-brasileiro-geoestacionario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/o-satelite-brasileiro-geoestacionario\/","title":{"rendered":"O Sat\u00e9lite brasileiro Geoestacion\u00e1rio."},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><a href=\"http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/satelite-brasileiro.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-2371\" src=\"http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/satelite-brasileiro-300x225.jpg\" alt=\"satelite-brasileiro\" width=\"153\" height=\"115\" srcset=\"http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/satelite-brasileiro-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.entelco.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/satelite-brasileiro.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 153px) 100vw, 153px\" \/><\/a>O novo Sat\u00e9lite\u00a0permitir\u00e1 que todo o tr\u00e1fego de informa\u00e7\u00f5es governamentais aconte\u00e7a por rede pr\u00f3pria, ampliando a seguran\u00e7a. Imagine uma troca de e-mail com informa\u00e7\u00f5es sobre uma transa\u00e7\u00e3o comercial estrat\u00e9gica para o governo brasileiro. Quando o remetente aperta a tecla enviar, esse pacote de dados faz um longo caminho at\u00e9 chegar \u00e0 caixa do destinat\u00e1rio. E, durante o percurso, essas informa\u00e7\u00f5es ficam vulner\u00e1veis. &#8220;Os dados ficam expostos e \u00e0 merc\u00ea de pol\u00edticas de vigil\u00e2ncia dos pa\u00edses por onde passam&#8221;, explica o diretor do Departamento debanda larga do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, Artur Coimbra.<\/p>\n<p>A\u00a0vulnerabilidade, que \u00e9 prejudicial para a soberania brasileira, est\u00e1 com os dias contados. O Sat\u00e9lite Geoestacion\u00e1rio de Defesa e Comunica\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas (SGDC), que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, dar\u00e1 mais seguran\u00e7a \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es do pa\u00eds. &#8220;Todo esse tr\u00e1fego de dados ser\u00e1 feito por uma rede pr\u00f3pria, o que garante o controle da rota que essa informa\u00e7\u00e3o far\u00e1&#8221;, explica Coimbra.<\/p>\n<p>Por isso, o governo utilizar\u00e1 a blindagem que uma rede pr\u00f3pria proporciona para garantir a inviolabilidade de suas comunica\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Dessa forma, toda a comunica\u00e7\u00e3o realizada entre os \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o federal ser\u00e1 feita, preferencialmente, por meio do sat\u00e9lite geoestacion\u00e1rio.<\/p>\n<p>O novo sat\u00e9lite brasileiro, al\u00e9m de servir como canal para as comunica\u00e7\u00f5es sens\u00edveis do governo, a banda Ka do SGDC \u2013 que corresponde a 75% da sua capacidade &#8211; ser\u00e1 usada tamb\u00e9m para ampliar a oferta de internet no programa Banda Larga para Todos. \u00c9 que todo o territ\u00f3rio brasileiro estar\u00e1 coberto pelo sat\u00e9lite e, assim, ser\u00e1 poss\u00edvel levar internet de alta performance a 150 munic\u00edpios brasileiros onde n\u00e3o h\u00e1 nenhuma forma de acesso. &#8220;S\u00e3o munic\u00edpios da chamada Amaz\u00f4nia Legal e tamb\u00e9m no arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha&#8221;, detalha Coimbra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o sat\u00e9lite permitir\u00e1 ampliar a oferta de internet em mais de mil cidades onde a rede terrestre da Telebras \u2013 r\u00e1dio e fibra \u00f3ptica &#8211; n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender toda a popula\u00e7\u00e3o. &#8220;A Telebras vai usar o sat\u00e9lite para cobrir essas regi\u00f5es mais remotas, onde h\u00e1 alguma barreira geogr\u00e1fica que gera uma car\u00eancia de Infraestrutura&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>O sat\u00e9lite estar\u00e1 equipado com a banda X, uma faixa de frequ\u00eancia destinada ao uso militar, que corresponder\u00e1 a 25% da sua capacidade. O sat\u00e9lite permitir\u00e1 uma cobertura regional (Am\u00e9rica Central e do Sul, Atl\u00e2ntico Norte e Sul, e costa oriental da \u00c1frica), uma plena cobertura do territ\u00f3rio nacional e contar\u00e1 ainda com um feixe de cobertura m\u00f3vel capaz de iluminar qualquer ponto do globo vis\u00edvel pelo sat\u00e9lite de sua posi\u00e7\u00e3o orbital. &#8220;Dessa forma, voc\u00ea consegue uma boa interliga\u00e7\u00e3o com qualquer tropa, aeronave ou navio que esteja nessa \u00e1rea de cobertura do sat\u00e9lite&#8221;, enfatiza o assessor da SubChefia de Comando e Controle do Minist\u00e9rio da Defesa, Coronel Edwin Pinheiro da Costa.<\/p>\n<p>Atualmente, as comunica\u00e7\u00f5es militares s\u00e3o realizadas por meio do aluguel da banda X em dois sat\u00e9lites da Embratel. Quando o sat\u00e9lite geoestacion\u00e1rio for lan\u00e7ado, o sat\u00e9lite privado ser\u00e1 usado apenas como backup.<\/p>\n<p>O SGDC est\u00e1 sendo constru\u00eddo em Cannes, na Fran\u00e7a, pela Thales Alenia Space (TAS), empresa franco-italiana. Os trabalhos est\u00e3o sendo supervisionados pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture composta pela fus\u00e3o de duas empresas brasileiras: Embraer (51%) e Telebras (49%). Essa empresa integradora \u00e9 respons\u00e1vel por toda a parte gerencial de aquisi\u00e7\u00e3o do sistema e absor\u00e7\u00e3o de tecnologia.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do artefato, t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, Defesa, Ag\u00eancia Espacial Brasileira, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, da empresa Visiona e da Telebras est\u00e3o fazendo cursos e atuando na TAS. &#8220;Eles est\u00e3o aprendendo e dando contribui\u00e7\u00f5es&#8221;, assinala o diretor do MiniCom.<\/p>\n<p>A absor\u00e7\u00e3o de tecnologia permitir\u00e1 que esses profissionais estejam aptos para assumir atividades de controle do sat\u00e9lite, j\u00e1 que esse processo acontecer\u00e1, pela primeira vez, em territ\u00f3rio brasileiro, em centros de controle que est\u00e3o sendo constru\u00eddos no Rio de Janeiro e em Bras\u00edlia. Al\u00e9m disso, ao final deste processo, os t\u00e9cnicos poder\u00e3o atuar no desenvolvimento de outros projetos espaciais.<\/p>\n<p>Os primeiros passos desta tecnologia foram dados ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, no contexto da Guerra Fria. Os russos fizeram hist\u00f3ria, em 1957, com o Sputinik 1, primeiro sat\u00e9lite artificial a ser lan\u00e7ado. Ele enviava para Terra sinais nas frequ\u00eancias 20 e 40 MHz e comprovou ser poss\u00edvel estabelecer uma comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 longa dist\u00e2ncia. Cinco anos depois, em 1962, os americanos conseguiram realizar a primeira transmiss\u00e3o televisiva por sat\u00e9lite entre a Europa e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, essa tecnologia e seus usos vem se aprimorando e, hoje, podem servir a objetivos bem distintos como tra\u00e7ar estrat\u00e9gias militares e realizar transmiss\u00f5es ao vivo. Um dos usos mais populares \u00e9 o GPS (Global Positioning System). Ao procurar as melhores rotas no mecanismo, pouca gente se d\u00e1 conta de que o GPS funciona a partir de uma constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites administrada pelo governo dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O primeiro deles foi lan\u00e7ando em 1978 com fins militares. Em 1991, durante a primeira Guerra do Iraque, as for\u00e7as armadas norte-americanas usaram o sistema para posicionar tropas no deserto. Atualmente, segundo a for\u00e7a a\u00e9rea estadunidense, cerca de 2\/3 das muni\u00e7\u00f5es utilizadas contra o Estado Isl\u00e2mico no Oriente M\u00e9dio dependem de algum tipo de direcionamento por GPS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>ENTELCO TELECOM<\/p>\n<p><span style=\"color: #b8b4b4;\">Fonte: MC e\u00a0Minist\u00e9rio da Defesa<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo Sat\u00e9lite\u00a0permitir\u00e1 que todo o tr\u00e1fego de informa\u00e7\u00f5es governamentais aconte\u00e7a por rede pr\u00f3pria, ampliando a seguran\u00e7a. Imagine uma troca de e-mail com informa\u00e7\u00f5es sobre uma transa\u00e7\u00e3o comercial estrat\u00e9gica para o governo brasileiro. Quando o remetente aperta a tecla enviar, esse pacote de dados faz um longo caminho at\u00e9 chegar \u00e0 caixa do destinat\u00e1rio. 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